em vez de me iluminar
às vezes escureço
tanto tanto que
no teu escuro
tua sombra
teu silêncio
sem olhar
quase
me morro
me deixo afogar
e depois desapareço
Encosto-me a uma extremidade da vida como se pudesse mudar-me para outra sem esforço, ou deslizar suavemente entre as duas.
Como se fosse só atravessar uma ponte, abrir uma porta e dizer: estou aqui.
(Acreditar em janelas é como acreditar em fadas: uma forma de estar.)