por vezes
quando dói mais
muita a saudade
precisamos de uma
precisamos dela
desse porto
do abrigo
do barco
do mar
do ar
do azul
que entra
pela janela
e do resto
que não
passa
por
ela
Encosto-me a uma extremidade da vida como se pudesse mudar-me para outra sem esforço, ou deslizar suavemente entre as duas.
Como se fosse só atravessar uma ponte, abrir uma porta e dizer: estou aqui.
(Acreditar em janelas é como acreditar em fadas: uma forma de estar.)